Sérgio Odilon Nadarin

Possui graduação em História (Licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1966), mestrado em História pela Universidade Federal do Paraná (1975) e doutorado em História e Geografia das Populações – Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1978). Atualmente é Professor do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná, membro da Associação Paranaense de História, da Asociación Latinoamericana de Población, da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, da Societe de Demographie Historique e da Union Internationale pour l’Etude Scientifique de la Population. Tem experiência na área de História, com ênfase em História das Populações, atuando principalmente nos seguintes temas: crítica de fontes paroquiais, regimes demográficos no passado, imigração germânica, processos de nominação e história da família com ênfase nas metodologias oriundas da demografia histórica.

Currículo Lattes

Projetos em Andamento:

2011 – 2016: CONSTRUÇÃO E ‘DESCONSTRUÇÃO’ DE UMA CULTURA IMIGRANTE: OS TRAUMAS DA SEGUNDA GERAÇÃO (SÉCULOS XIX E XX)

Descrição: Dando continuidade às análises do tema cultura imigrante, a presente proposta Construção e desconstrução de uma cultura imigrante: os traumas da segunda geração (séculos XIX e XX) está centrada nas virtualidades metodológicas da exploração dos registros paroquiais e das fichas de famílias reconstituídas, que fornecem informações sobre os nomes de batismo. Um estudo recente que realizei sobre as memórias de um imigrante alemão confirma o que já parecia indicado em trabalhos anteriores: coerentemente com a chamada Lei de Hansen ( o que o filho quer esquecer, o neto quer lembrar) e considerando uma sucessão de gerações, é a partir da segunda (ou, eventualmente, da terceira, dependendo de cada caso) que se manifesta com vigor a etnicidade ou, talvez melhor, uma etnicidade teuto-brasileira (Deutschbrasilianertum). No caso da paróquia que tem fornecido as fontes para as diversas pesquisas que desenvolvi nos últimos anos, caracterizei um tanto arbitrariamente como primeira geração os membros da comunidade que se construía etnicamente, e que iniciaram ou reiniciaram sua vida matrimonial em Curitiba no período 1866-1894; eu os chamei, não muito apropriadamente, de geração pioneira. A terceira geração, iniciada no período 1920 a 1939, caracteriza-se justamente por ser aquela que vivenciaria, no ciclo matrimonial, as questões que deveriam contribuir para a desconstrução da comunidade. Portanto, é justamente sobre a segunda geração que se assentará o foco da investigação: o primeiro passo da pesquisa deve ser determinado pela análise micro da base de dados constituída por 2.662 prenomes de meninas. Os nomes femininos estarão sendo privilegiados em função do tradicional estatuto desfavorecido das mulheres, principalmente nas sociedades mais conservadoras, como é o caso das comunidades étnicas. O fundamento da metodologia adotada será histórico-filológico, no sentido de caracterizar os prenomes de batismo consagrando suas origens.

Integrantes: Sergio Odilon Nadalin – Coordenador.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

2008 – 2011: CONSTRUÇÃO E DESCONSTRUÇÃO DE UMA CULTURA IMIGRANTE: ATRIBUIÇÃO DE NOMES DE BATISMO, PARENTESCO E COMPADRIO.

Descrição: O projeto em referência foi construído para responder à necessidade de ampliar e aprofundar análises resultantes de proposta anterior intitulada Construção e desconstrução de uma cultura imigrante: re-constituição de famílias, atribuição de nomes de batismo e identidade étnica. Séculos XIX e XX. Pretende, assim, tendo como base amostral a genealogia dos descendentes de um casal imigrante da segunda metade do oitocentos, reconstituir traços culturais transmitidos de geração para geração na história de um grupo étnico constituído a partir de imigrantes de origem germânica em Curitiba. Questões colocadas anteriormente, tais como a idéia de medir o peso da tradição ligado à necessidade de aferir a inovação num quadro de urbanização renovam-se, agora, ao considerarmos a identidade do parentesco. Melhor: tendo presente um modelo tradicional, herdado da Idade Média, fundado num estoque limitado de prenomes perpetuado no interior da linhagem, coloca-se a pergunta: até que ponto a necessidade de individualizar o sujeito no interior de sua família, fruto em parte do processo de modernização e de urbanização, não se refletiria na distinção do indivíduo perante a comunidade, atribuindo-se nomes que fugiam à imposição étnica e às influências dos ancestrais e padrinhos? Ou, por outro lado, em que medida a homenagem a um padrinho não poderia contrariar o conservadorismo étnico? A questões deste tipo responde-se com um primeiro objetivo: independente ou não da distinção feita pelas famílias considerando a ordem dos nascimentos, a pesquisa deverá determinar, distinguindo os meninos das meninas, as relações entre possíveis influências ancestrais e ou dos padrinhos de batismo e o alcance do processo de integração dos membros do grupo na sociedade curitibana, em cada coorte de famílias.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2001-Atual: FORMAÇÃO DA SOCIEDADE PARANAENSE: POPULAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E ESPAÇOS DE SOCIABILIDADE; 1648-1853

Descrição: Este projeto integrado filia-se a recente corrente historiográfica voltada ao estudo das configurações do período colonial brasileiro, recompondo as relações, interações e dinâmicas promovidas pelo, e no interior, do Império Colonial Português. Concentrando a atenção dos pesquisadores na região meridional, o projeto estrutura-se em três vertentes básicas: (1) população, com a intenção de delimitar a sua composição e dinâmica; (2) administração, voltada a desvelar a estrutura e as especificidades do aparato administrativo, eclesiástico, militar e fazendário; (3) espaços de sociabilidade, voltada a recompor as sociabilidades inscritas nesta região. O projeto integra atividades de investigação desenvolvidas pelos membros do CEDOPE – Centro de Documentação e Pesquisa de História dos Domínios Portugueses (professores, doutorandos, mestrandos, acadêmicos do Curso de História e outros interessados), órgão do Departamento de História da UFPR.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.