Projetos

Projetos em Andamento dos Professores vinculados ao CEDOPE

2011 – 2016: CONSTRUÇÃO E ‘DESCONSTRUÇÃO’ DE UMA CULTURA IMIGRANTE: OS TRAUMAS DA SEGUNDA GERAÇÃO (SÉCULOS XIX E XX)

Descrição: Dando continuidade às análises do tema cultura imigrante, a presente proposta

Construção e desconstrução de uma cultura imigrante: os traumas da segunda geração (séculos XIX e XX) está centrada nas virtualidades metodológicas da exploração dos registros paroquiais e das fichas de famílias reconstituídas, que fornecem informações sobre os nomes de batismo. Um estudo recente que realizei sobre as memórias de um imigrante alemão confirma o que já parecia indicado em trabalhos anteriores: coerentemente com a chamada Lei de Hansen ( o que o filho quer esquecer, o neto quer lembrar) e considerando uma sucessão de gerações, é a partir da segunda (ou, eventualmente, da terceira, dependendo de cada caso) que se manifesta com vigor a etnicidade ou, talvez melhor, uma etnicidade teuto-brasileira (Deutschbrasilianertum). No caso da paróquia que tem fornecido as fontes para as diversas pesquisas que desenvolvi nos últimos anos, caracterizei um tanto arbitrariamente como primeira geração os membros da comunidade que se construía etnicamente, e que iniciaram ou reiniciaram sua vida matrimonial em Curitiba no período 1866-1894; eu os chamei, não muito apropriadamente, de geração pioneira. A terceira geração, iniciada no período 1920 a 1939, caracteriza-se justamente por ser aquela que vivenciaria, no ciclo matrimonial, as questões que deveriam contribuir para a desconstrução da comunidade. Portanto, é justamente sobre a segunda geração que se assentará o foco da investigação: o primeiro passo da pesquisa deve ser determinado pela análise micro da base de dados constituída por 2.662 prenomes de meninas. Os nomes femininos estarão sendo privilegiados em função do tradicional estatuto desfavorecido das mulheres, principalmente nas sociedades mais conservadoras, como é o caso das comunidades étnicas. O fundamento da metodologia adotada será histórico-filológico, no sentido de caracterizar os prenomes de batismo consagrando suas origens.
Integrantes: Sergio Odilon Nadalin – Coordenador.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2008 – 2011: CONSTRUÇÃO E DESCONSTRUÇÃO DE UMA CULTURA IMIGRANTE: ATRIBUIÇÃO DE NOMES DE BATISMO, PARENTESCO E COMPADRIO.

Descrição: O projeto em referência foi construído para responder à necessidade de ampliar e aprofundar análises resultantes de proposta anterior intitulada Construção e desconstrução de uma cultura imigrante: re-constituição de famílias, atribuição de nomes de batismo e identidade étnica. Séculos XIX e XX. Pretende, assim, tendo como base amostral a genealogia dos descendentes de um casal imigrante da segunda metade do oitocentos, reconstituir traços culturais transmitidos de geração para geração na história de um grupo étnico constituído a partir de imigrantes de origem germânica em Curitiba. Questões colocadas anteriormente, tais como a idéia de medir o peso da tradição ligado à necessidade de aferir a inovação num quadro de urbanização renovam-se, agora, ao considerarmos a identidade do parentesco. Melhor: tendo presente um modelo tradicional, herdado da Idade Média, fundado num estoque limitado de prenomes perpetuado no interior da linhagem, coloca-se a pergunta: até que ponto a necessidade de individualizar o sujeito no interior de sua família, fruto em parte do processo de modernização e de urbanização, não se refletiria na distinção do indivíduo perante a comunidade, atribuindo-se nomes que fugiam à imposição étnica e às influências dos ancestrais e padrinhos? Ou, por outro lado, em que medida a homenagem a um padrinho não poderia contrariar o conservadorismo étnico? A questões deste tipo responde-se com um primeiro objetivo: independente ou não da distinção feita pelas famílias considerando a ordem dos nascimentos, a pesquisa deverá determinar, distinguindo os meninos das meninas, as relações entre possíveis influências ancestrais e ou dos padrinhos de batismo e o alcance do processo de integração dos membros do grupo na sociedade curitibana, em cada coorte de famílias.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2001-Atual: FORMAÇÃO DA SOCIEDADE PARANAENSE: POPULAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E ESPAÇOS DE SOCIABILIDADE; 1648-1853

Descrição: Este projeto integrado filia-se a recente corrente historiográfica voltada ao estudo das configurações do período colonial brasileiro, recompondo as relações, interações e dinâmicas promovidas pelo, e no interior, do Império Colonial Português. Concentrando a atenção dos pesquisadores na região meridional, o projeto estrutura-se em três vertentes básicas: (1) população, com a intenção de delimitar a sua composição e dinâmica; (2) administração, voltada a desvelar a estrutura e as especificidades do aparato administrativo, eclesiástico, militar e fazendário; (3) espaços de sociabilidade, voltada a recompor as sociabilidades inscritas nesta região. O projeto integra atividades de investigação desenvolvidas pelos membros do CEDOPE – Centro de Documentação e Pesquisa de História dos Domínios Portugueses (professores, doutorandos, mestrandos, acadêmicos do Curso de História e outros interessados), órgão do Departamento de História da UFPR.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2008 – Atual: Além do Centro-Sul: por uma história da população colonial nos extremos dos domínios portugueses na América

Descrição: Com a presente proposta pretende-se lançar as bases de um projeto interinstitucional e de abrangência nacional, que padronize procedimentos metodológicos para a coleta e o tratamento das fontes documentais, possibilitando análises comparadas no tempo e no espaço e expandindo os estudos de história demográfica. Nesse sentido, os membros do grupo de pesquisa Demografia & História almejam, por meio da exploração sumária e amostral das fontes paroquiais selecionadas, demonstrar a viabilidade do projeto e dar início a uma discussão a respeito dos regimes demográficos diferenciados do passado brasileiro.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2006 – Atual: Mobilidade populacional e redes sociais em Santo Antonio da Lapa e nos sertões de Curitiba na segunda metade do século XVIII

Descrição: Pretende-se investigar, na segunda metade do XVIII, o impacto da dinâmica migratória de população do planalto curitibano em direção à recém-formada freguesia de Santo Antonio da Lapa, no município de Curitiba da Capitania de São Paulo. Como ali já havia povoamento desde a abertura da Rota do Viamão também proveniente do planalto, interessa verificar, numa perspectiva sociológica, a interferência de redes sociais e familiares nessa mobilidade, bem como as características e as relações sociais na Lapa. Ao eleger essa localidade para observar considerei alguns pontos: era distante dos grandes centros, submetida à Câmara de Curitiba, mas ao contrário da vila, integrava o circuito tropeiro abrindo o campo de possibilidades de relacionamento; ali os pecuaristas, diferente dos demais nos Campos Gerais, moravam em suas terras o que, a princípio, situava um ponto da hierarquia social. E, ao final do XVIII somavam menos de 240 o total de seus fogos, conformando microcosmo instigante a recompor os mecanismos que tramam lugares nas redes sociais. Já que a institucionalização a atingiu diretamente apenas no governo de Dom José I (freguesia em 1769 e vila em 1806), julgo poder supor que a sociedade formada em torno do ‘Pouso da Lapa’ a partir de 1730, ao ser atingida pela capilaridade da administração régia, já havia estabelecido as estruturas de poder no âmbito local e acionado os relacionamentos próprios à ordem estamental e escravista, e sobretudo, ativado um traço recorrente na América Portuguesa, qual seja, a diferenciação excludente. Minha hipótese é que a propriedade da terra e de homens determinou os ocupantes do topo da hierarquia social criando as esferas de poder no povoado que tramava, em âmbito mais amplo, uma rede de relacionamentos homogâmicos com a elite regional. Porém, ali estariam presentes outros mecanismos de mobilidade social, produzindo escalas de diferenciação entre os integrantes dos demais segmentos sociais.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2006 – Atual: Demografia & História

Descrição: O Grupo Demografia & História foi constituído com a pretensão de desenvolver projeto de caráter interdisciplinar e interinstitucional, com vistas a salvar a memória demográfica do Brasil. Tal objetivo tem como quadro teórico a consideração de uma geografia e história dos regimes demográficos brasileiros, pretendendo-se viabilizá-lo pelo inventário, digitalização e exploração preliminar das informações propiciadas pelas fontes pertinentes. Pretendemos reunir e organizar, de forma sistemática, fontes seriadas e não-seriadas que se prestem a estudos populacionais e/ou ao emprego de técnicas demográficas para adensar o conhecimento dos regimes demográficos do passado, atualmente circunscrito às regiões sul e sudeste e, mesmo assim, com imensas lacunas temporais; torná-los acessíveis aos pesquisadores interessados de diversas instituições de pesquisa; e promover sua exploração entre as novas gerações de pesquisadores, impactando em programas diversos de pós-graduação, de Iniciação Científica etc. Desenvolver metodologias comuns para a exploração, sistematização e tratamento dos dados, de forma a permitir que os resultados dos estudos dos integrantes do grupo possam ser comparados em perspectiva temporal e espacial. Pretende-se, portanto, que o estabelecimento de tais metodologias resulte em discussões multi e pluridisciplinares, abarcando a contribuição de todas as áreas de conhecimento interessadas nos temas populacionais. Finalmente, é necessário salientar que o Grupo de Pesquisa é inovador no sentido de desenvolver uma experiência de trabalho fortemente interinstitucional e de abrangência nacional com vistas à coordenação de esforços para padronização dos procedimentos de levantamento e análise de dados em demografia histórica no Brasil. Nesse sentido, tem um imenso potencial e, portanto, capaz de responder a muitas das questões, ainda em aberto, colocadas aos estudos populacionais sobre o passado e o presente brasileiro.
Integrantes: Sérgio Odilon Nadalin – Coordenador / Cacilda da Silva Machado – Integrante / Carlos de Almeida Prado Bacellar – Integrante / Antonio Otaviano Vieira Junior – Integrante / Ana Silvia Volpi Scott – Integrante / Dario Scott – Integrante / Paulo Eduardo Teixeira – Integrante / Tarcisio Rodrigues Botelho – Integrante / Maria Silvia C. Beozzo Bassanezi – Integrante / Maria Luiza Andreazza – Integrante.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Universidade de São Paulo;  Universidade Estadual de Campinas; Universidade do Vale do Rio dos Sinos; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Universidade Federal do Pará; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

1997 – Atual: Imigração e colonização do Paraná

Descrição: A preocupação do estudo é verificar qual o impacto de experiências diferenciadas numa mesma tradição cultural: para tal, os grupos escolhidos foram os imigrantes ucranianos e seus descendentes instalados em Curitiba e os instalados na Colônia Antonio Olyntho-PR. A análise se deterá na constituição familiar verificando as formas assumidas pela família dos descendentes dos pioneiros, durante um século, empenhando-se em captar a medida e o ritmo de suas mudanças. No conjunto, pretende-se promover estudos destinados a investigar a inserção de imigrantes europeus no Brasil.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

2010 – Atual: O poder dos livros, ou os papéis da escrita, posse e leitura da palavra impressa no interior do Antigo Regime Português

Descrição: Este trabalho busca compreender a importância dada à escrita e aos seus suportes no Antigo Regime português (em especial no século XVIII) em torno das abordagens da história da palavra impressa, cujo objetivo aqui é compreender como a circulação da palavra impressa transformou os modos de interação social, permitiu novas formas de pensar e modificou as relações de poder. Para isso, são considerados, primeiramente, a dupla definição da história da palavra impressa, que vai do texto produzido e seus significados às formas de apropriação desses significados pelos leitores. Em segundo lugar, os múltiplos aspectos da leitura, buscados a partir de experiências individualizadas de inserção no universo das ideias, que permitem que se produza, no campo da história cultural, conhecimento sobre como pessoas diversas no passado experimentaram livros e leitura. Ao mesmo tempo, dar conta das facetas desta produção de conhecimento permite compreender as formas de funcionamento de aspectos da sociedade portuguesa no passado a partir de pistas deixadas em um amplo campo documental, no qual diversos personagens deixaram evidências de sua inserção no universo da palavra impressa.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2003 – Atual: Os naturais do Brasil no quadro das Ciências Naturais da Ilustração Portuguesa

Descrição: O presente projeto tem por objetivo viabilizar a continuidade das pesquisas e do processo de localização, recolha e organização sistemática, para futura publicação, das obras e documentação conexa dos cientistas luso-brasileiros do final do século XVIII e início do século XIX, no qual estou envolvido há alguns anos. São duas gerações de intelectuais, a da década de 1770 e a de 1790, que participaram ativamente na tentativa de construção de um novo grande Império Português, em moldes a acolher esta elite colonial, e, depois, na constituição do Império Brasileiro independente. Apesar de todos reconhecerem a importância dessas gerações, o seu estudo acabou bastante obscurecido e só agora começa a tomar impulso. Eles foram suplantados por certas abordagens laudatórias vinculadas à história escolar-oficial, que transformou José Bonifácio em “Patriarca da Independência” e coisas semelhantes. Por outro lado, uma parcela desses acadêmicos seria satanizada, por certos vieses historiográficos, por representarem as conservadoras elites do período imperial. Quanto à sua atuação científica no último meio século do período colonial, ela ficou quase esquecida por uma notória preferência historiográfica pelos relatos dos estrangeiros que circularam pelo país no século XIX. Parte-se da constatação de que muito do sucesso historiográfico desses viajantes europeus é um fenômeno conjuntural que se deve à importante coleção editada em parceria pela Edusp e Editora Itatiaia, nos anos 1970. A difusão destas fontes tornou-as acessíveis a um grande número de pesquisadores e estudantes, induzindo a elaboração de centenas de monografias, dissertações e teses. Dar início a uma coleção semelhante, reunindo a produção textual dos luso-brasileiros que os precederam, é um objetivo simples, mas nada modesto, considerando o tamanho e a dispersão do acervo a ser compulsado e impacto que os resultados poderão vir a ter em nossa historiografia.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Fundación Carolina España; Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná.

2001 – Atual: Descrições, memórias, notícias e relações: administração e ciência na construção de um padrão textual iluminista

Descrição: Neste projeto de pesquisa, busco demonstrar as possibilidades de percepção de uma construção textual a partir da análise do discurso que informa os textos produzidos por administradores coloniais, funcionários, militares e intelectuais portugueses, ao longo da segunda metade do século XVIII. Esses textos são entendidos como literatura de viagens, isto é, o conjunto de textos documentais ou literários que à viagem (por mar, terra, ou percursos imaginários) vai buscar uma identificação especial. E não só à viagem enquanto deslocamento, percurso mais ou menos longo, mas também ao que, por ocasião da viagem, parece digno de ser registrado: a descrição da terra, dos usos e costumes dos seus habitantes, das situações históricas e antropológicas que, por contraste (outra forma de deslocamento) com as origens dos viajantes, forma um texto homogêneo e participa da mesma intencionalidade. 

2009 – Atual: Lá e Cá: gente, família e suas estratégias sociais e familiares na ocupação das fronteiras da América Ibérica

Descrição: O presente projeto de pesquisa visa estudar a participação de famílias oriundas dos territórios ibéricos no povoamento de pretensões territoriais de suas Coroas na América, ou seja, nas Colônias ibero-americanas. Como recorte cronológico propõe-se os séculos XVIII e XIX e como limitação espacial as fronteiras da América meridional, com especial destaque para a Colônia do Sacramento, Continente do Rio Grande de São Pedro, Santa Catarina, Maldonado (Uruguay) e Ilhas Malvinas e Patagônia (Argentina) por ter-se percebido estes como pólos receptores de migrantes em áreas não necessariamente vinculadas ao comércio ultramarino. Busca-se aqui investigar os comportamentos de famílias livres migradas, suas estratégias sociais e familiares em busca de sobrevivência, a possibilidade de mobilidade social em terras americanas entre outros fenômenos passíveis de ocorrer em um processo migratório como esse.

2004 – Atual: Economia política das redes comerciais entre o Rio de Janeiro e a Nova Colônia do Sacramento, 1690 -1750

Descrição: Pesquisa geral: “Nas Franjas dos Impérios: dinâmicas de expansão e ocupação territorial na região platina, 1580-1808”. Convênio com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Projeto financiado pelo Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior do Ministério da Ciência e do Ensino Superior. Local de Realização: Lisboa e Rio de Janeiro.
Integrantes: João Luís Ribeiro Fragoso – Coordenador / Tiago Luís Gil – Integrante / Daniele da Silva Cabral – Integrante / Martha Daisson Hameister – Integrante.

Financiador(es): Ministério da Educação e Cultura; Ministério das Relações Exteriores de Portugal; Universidade Nova de Lisboa.

2004 – Atual: Nas Franjas dos Impérios: dinâmicas de expansão e ocupação territorial na região platina, 1580-1808

Descrição: Pesquisa geral: “Nas Franjas dos Impérios: dinâmicas de expansão e ocupação territorial na região platina, 1580-1808”. Convênio com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Projeto financiado pelo Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior do Ministério da Ciência e do Ensino Superior. Local de Realização: Lisboa e Rio de Janeiro. ATIVIDADE ESPECÍFICA DESENVOLVIDA: em conjunto com os pesquisadores Fabrício Pereira Prado e Tiago Luís Gil, desenvolve-se base de dados em software específico para a aglutinação, análise quantitativa e qualitativa e cruzamento nominativo de agentes sociais da fronteira meridional do Império Português na América e da Península que agiram na região.
Financiador(es): Ministério das Relações Exteriores de Portugal; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Universidade Federal Fluminense; Universidade Nova de Lisboa.

2010 – Atual: Cartografia dos domínios. Os espaços portugueses na União Ibérica

Descrição: Esta pesquisa pretende identificar o papel ocupado pelas possessões portuguesas – às margens do Oceano Índico e o que até então era conhecido e explorado no Brasil – no conjunto dos levantamentos cartográficos feitos durante a União Ibérica. A produção cartográfica realizada neste período é entendida aqui como uma forma de conhecer os territórios e a partir daí viabilizar sua proteção e dominação. Neste sentido, identifica-se o uso político e administrativo que Filipe II e seus sucessores fizeram dessa produção. Interessa ainda analisar em que medida os mapas da costa e as vistas de cidades e fortalezas apontam para a construção de uma unidade pela qual em cada um desses espaços se concretizam anseios, senão projetos civilizadores, marcadamente de base católica.
Financiador(es): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

2009 – Atual: A Imagética Portuguesa: do Renascimento à contemporaneidade

Descrição: Sendo as representações e a sua simbólica um dos elementos coordenadores e identificadores de culturas e identidades, visa este Projecto contribuir para um melhor conhecimento da imagética portuguesa desde os alvores dos tempos modernos. Para alcançar esses objectivos propõe-se: – Inventariar e organizar, de forma operatória, segundo linhas de interrogação que o fundamentam e a partir de materiais em diferentes suportes, as representações geradas e utilizadas na tradução de sentires e de ideais comuns; – analisá-las no contexto da sua produção e descodificar discursos veiculados (em evolução e metamorfose) nos espaços de intervenção portuguesa; – perceber ritmos, modelos e particularidades, num trabalho colectivo pluri e interdisciplinar e de pesquisa comparada. Conta com investigadores da História social e cultural, das instituições e da arte, de estudos linguísticos e literários, da espiritualidade e das artes visuais. Com a integração de investigadores em formação investe num diálogo estimulador de saberes e de inovações.

2008 – Atual: Práticas da vitória: punição e incorporação dos vencidos no Império Português (séculos XVI-XVII)

Descrição: Este projeto de pesquisa visa identificar e compreender as diferentes práticas de punição dos grupos derrotados, assim como as formas de incorporação de elementos desses grupos adotadas pelos vencedores durante diferentes fases da expansão portuguesa com ênfase nos espaços asiáticos, entre os séculos XVI e XVII. Parte-se da consideração de que a prática da vitória respondeu a diferentes elementos, de ordem simbólica e material. 

2008 – Atual: A política administrativa portuguesa na segunda metade do século XVIII (um estudo da prática política pombalina)

Descrição: Neste projeto exploramos a evidência de que, nos tempos de sua estada em Londres (1738-1744), Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) tomou contato com a Aritmética Política de William Petty (1623-1687). Assim, considerando a hipótese de que a administração do reinado de D. José I (1750-1777) esteve orientada por alguns princípios de governo difundidos por Carvalho e Melo no âmbito das secretarias de estado, dos conselhos e dos tribunais superiores, pretendemos avançar discussões que permitam: 1) identificar os elementos constituidores da prática política do reinado de D. José I; 2) discutir a difusão dos princípios administrativos propostos por Carvalho e Melo; 3) estabelecer os prováveis desdobramentos das práticas político-administrativas levadas a efeito no reinado de D. José I, abordando a presença das idéias pombalinas nos reinados de D. Maria I e D. João VI (1777-1826). Com isso, procuramos identificar a vinculação da prática política do reinado de D. José I às idéias de Petty, discutindo a sua difusão no âmbito político português da época.

2002 – Atual: Formação da sociedade paranaense: população, administração e espaços de sociabilidades (1648-1853)

Descrição: Este projeto filia-se a recente corrente historiográfica voltada ao estudo das configurações do período colonial brasileiro, recompondo as relações, interações e dinâmicas promovidas pelo, e no interior, do Império Colonial Português. Concentrando a atenção dos pesquisadores na região meridional do Estado do Brasil, o projeto estrutura-se em três vertentes básicas: população, com a intenção de delimitar a sua composição e dinâmica; administração, voltada a desvelar a estrutura e as especificidades do aparato administrativo, eclesiástico, militar e fazendário; espaços de sociabilidade, voltada a recompor as sociabilidades inscritas nesta região.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.