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Os Departamentos de História e Antropologia de nossa universidade, exprimindo as opiniões das e dos professores a eles vinculados, vem por meio desta manifestar nosso estranhamento e nosso repúdio relativos à demissão da funcionária terceirizada Marilene Soares Miranda, que por longo tempo realizou a limpeza do sexto andar do Edifício Dom Pedro I, no Campus Reitoria. Marilene permaneceu conosco por praticamente três anos ininterruptos, destacando-se por sua assiduidade, sua preocupação em realizar um bom trabalho, bem como por seu temperamento ativo, amigo e extrovertido. Durante todo este período, acompanhamos suas condições precárias de trabalho, as quais não apenas a impediram na prática de gozar de férias (uma vez que as empresas responsáveis pela limpeza mudam a cada ano, embora mantenham na prática o mesmo corpo de funcionários), mas também a expuseram a situações delicadas em função do contato com produtos químicos e materiais de limpeza que prejudicaram sua saúde. Testemunhamos, em especial, os sérios problemas de saúde que ela teve em meados deste ano, quando precisou, devidamente amparada por atestado médico, ausentar-se por alguns dias. Por fim, através dela, acompanhamos as situações delicadas de trabalho de toda sua categoria, obrigada a trabalhar mesmo nos feriados e recessos previstos nas resoluções que definem o calendário universitário, bem como compelida a bater o ponto em condições particularmente precárias em termos de espaço e de tempo, sem qualquer flexibilidade, o que torna o desconto em folha a regra, e não a exceção.

A produção do conhecimento não é apenas atacada por grandes questões político-orçamentárias, sejam elas externas ou internas à Universidade. Entendemos que a limpeza dos locais da universidade é uma condição indispensável para tal produção. Deste modo, estranhamos que Marilene, uma funcionária exemplar, seja dispensada após tantos anos de trabalho dedicado. É lamentável que a atual Reitoria continue com práticas antigas, fechando os olhos para as condições de trabalho daqueles que prestam serviços para a Universidade. Uma forma de resistir aos ataques frontais que a regulamentação do mundo do trabalho vem sofrente, e que já está afetando toda a atividade universitária, é justamente não fecharmos os olhos aos efeitos nefastos que eles já têm em nossa vida. Esperamos que situações como a de Marilene não se repitam e declaramos ainda toda nossa solidariedade para com ela e para sua categoria profissional.

Atenciosamente,

Departamento de História e Antropologia


Site: https://pethistoriaufpr.wordpress.com/2017/08/09/oficina-historia-do-brasil-para-estrangeiros-2/


Os formulários e informações de vagas para matrículas em disciplinas eletivas e isoladas serão disponibilizados na secretaria do Departamento de História (sala 603-C Edifício D. Pedro I) nos dias 21 e 22 de agosto das 08h30 às 12h00 e das 13h30 às 18h30.

As matrículas serão realizadas no NAA – Núcleo de Assuntos Acadêmicos da UFPR (Edifício Histórico da Praça Santos Andrade) nos dias 21 e 22 de agosto, das 07h30min às 19h30min.

Para as disciplinas eletivas, tanto o chefe de Departamento (autorizando a vaga) quanto o Coordenador de Curso (indicando ciência) devem carimbar e assinar o formulário.

Para as disciplinas isoladas, o aluno deverá trazer, além do formulário devidamente preenchido, assinado e carimbado, cópia do documento de identificação, cópia do CPF e comprovante de conclusão do ensino médio.

Para mais informações sobre disciplina isolada e eletiva, consultar os artigos 26 a 28 e 55 a 59 da Resolução nº 37/97-CEPE, disponível em http://www.soc.ufpr.br/

Mariana Milanez

Secretária do Departamento de História – UFPR


O Departamento de História da UFPR, por meio de seu corpo docente, manifesta sua irrestrita solidariedade aos professores, estudantes, funcionários, trabalhadores terceirizados e toda a comunidade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ, que há meses se ressentem da gravíssima situação em que se encontra a instituição. Os sistemáticos atrasos de salários e a mais completa falta de estrutura para assegurar o seu funcionamento, recentemente obrigaram a gestão da Universidade a suspender, por tempo indeterminado, o ano letivo de 2017. Uma medida que revela as circunstâncias vergonhosas em que se encontra uma instituição reconhecida nacional e internacionalmente pela sua excelência. Embora extrema, entendemos também que a situação da UERJ não é um caso isolado. O desmonte ora em curso da Universidade pública, nas esferas federal e estaduais – como o que vem sendo perpetrado também no estado do Paraná pelo governo Beto Richa –, é parte de um projeto político e econômico que atenta contra os interesses de uma sociedade comprometida efetivamente com a democracia e a justiça social. A defesa da Universidade pública e da educação como um direito é um princípio ao qual não renunciaremos.

Curitiba, 02 de agosto de 2017.