O Departamento de Antropologia e o Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Paraná vêm manifestar indignação diante do requerimento de afastamento do sigilo bancário e fiscal da Associação Brasileira de Antropologia e de sua Presidência… (clique aqui para ler completamente)

 


CARTA ABERTA DAS E DOS ESTUDANTES DA PÓS GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA DA UFPR

Nós, estudantes do PPGA-UFPR, frente à atual conjuntura política e social em que o Brasil se encontra, viemos através dessa carta tornar pública nossa posição acerca da Medida Provisória 746/2016 e da Proposta de Emenda Constitucional 241 (atualmente em tramitação no Senado Federal como PEC 55)… (clique aqui para ler o texto completo)


Nota de repúdio CPI da Funai e do Incra

Nota de repúdio à decisão da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados (CPI da Fundação Nacional do Índio e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) – de quebra de sigilo fica e bancário à Associação Brasileira de Antropologia e seu presidente.

Clique aqui para ler a nota completa.


MANIFESTO DXS ESTUDANTES DO PPGA UFPR (15/06/2016)

Diante de um governo ilegítimo que, não satisfeito em alçar-se ao poder através de um golpe parlamentar cujas espúrias intenções têm sido cada vez mais reveladas, avança velozmente sobre os direitos historicamente conquistados pelos diversos atores, movimentos, povos e lutas sociais, nós, estudantes do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPR, somamo-nos às mais diversas manifestações que ocorrem em vários setores da sociedade, para expressar nosso repúdio à ilegitimidade do atual governo interino, denunciando o golpe de Estado em curso no país por um grupo político que ilegitimamente se apossou do aparelho de governo, da República Federativa do Brasil.
Em menos de 20 dias, a “nova” agenda de reformas imposta pelo governo interino revela-se consolidada com bases em retrocessos políticos inaceitáveis. O afastamento da presidenta eleita por meio de votos parlamentares, apoiados em uma tese jurídica improcedente, significa, ao mesmo tempo, a imposição de um projeto político que, pelo voto popular, jamais chegaria ao poder, oriundo de uma elite ruralista, empresarial, fundamentalista e simpatizante de 64, que desde o Congresso Nacional vinha já empreendendo ofensivas contra os direitos dos trabalhadores, das mulheres, da população negra, dos povos indígenas, das populações tradicionais, da população LGBT e, de modo geral, uma revisão dos diretos assegurados pela Constituição de 1988.
Diante de nós, os grandes veículos de comunicação espetacularizam o estado policial a partir da Lava Jato, sustentam o impeachment e o golpismo em conluio com uma justiça seletiva e partidária, além de repercutirem em sua grande ação antidemocrática o argumento caricatural de “combate à corrupção”.
Rechaçamos o programa “Uma Ponte para o Futuro” e todas as medidas neoliberais de precarização do trabalho, privatização e sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e do sistema de educação.
Do mesmo modo, consideramos inteiramente inaceitável o que se vem denominando por “Escola sem Partido”, que se poderia traduzir por “Escola com Partido Conservador e Antidemocrático”, por consequência, com aparelhamento ideológico e com crescentes iniciativas de cerceamento da liberdade de pensamento de estudantes e docentes no ensino básico e superior. Na mesma direção, seguimos denunciando violações sistemáticas aos direitos humanos fundamentais das populações indígenas e tradicionais, especialmente em decorrência de empreendimentos desenvolvimentistas de infraestrutura e do agronegócio, de modo coordenado a uma ofensiva legislativa para a supressão de seus direitos constitucionais em benefício de empresários do agronegócio, simultaneamente à desvalorização de importantes políticas culturais que promovam a diversidade.
Não de soslaio, um grupo político que personifica o parlamento mais conservador desde a ditadura só pode conformar um governo à sua imagem e semelhança, o que reafirma necessidade de uma reforma política, de fato, popular. Os primeiros anúncios deste governo ilegítimo representam sucessivos novos golpes, tais como a extinção e ou redução de políticas e órgãos de direitos humanos, sociais e culturais, de enfrentamento do racismo, de desconcentração de renda, de desprezo pelas políticas de promoção da igualdade racial, da suspensão ou corte em programas de moradia popular, bem como da revisão de direitos conquistados, como os dos processos de demarcações de terras indígenas já reconhecidas e homologados e da alteração da legislação atinente a estes processos.
Se vínhamos criticando o governo Dilma Rousseff e PT por se desviarem do programa de governo eleito, é inadmissível que continuemos com um governo que vá na direção oposta ao referido programa, inclusive se aliando política e ideologicamente aos grupos derrotados pelo voto nas últimas eleições presidenciais.
Entendemos que a hora é de mobilização. Nenhum direito a menos! Lutar sempre, Temer jamais!

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MANIFIESTO DE LXS ESTUDIANTES DEL PPGA UFPR

Considerando el presente gobierno ilegítimo, que no está satisfecho en haber llegado al poder a través de un golpe parlamentar, cuyas intenciones han sido cada vez más reveladoras, avanza velozmente sobre los derechos históricamente conquistados por los diversos actores, movimientos, pueblos y luchas sociales. De esta forma, nosotros, estudiantes del Programa de Pos Graduación en Antropología de la UFPR, nos sumamos a las diversas manifestaciones que están siendo organizadas por varios sectores de la sociedad, para expresar nuestro repudio a la ilegitimidad del actual gobierno interino, denunciando el golpe de estado ejecutado en el país por un grupo político que, ilegítimamente, se apoderó del aparato de gobierno de la República Federativa de Brasil.
En menos de veinte días, la “nueva” agenda de reformas impuesta por el gobierno parece consolidarse en bases de retrocesos políticos inaceptables. El retiro forzoso de la presidenta electa por medio de votos parlamentares, apoyados en una tesis jurídica improcedente significa, al mismo tiempo, la imposición de un proyecto político que, por el voto popular, jamás llegaría al poder, oriundo de una elite ruralista, empresarial, fundamentalista y simpatizante del 64, que desde el Congreso Nacional venia emprendiendo ofensivas contra los derechos de los trabajadores, mujeres, población negra, pueblos indígenas, poblaciones tradicionales, población LGBT y, de manera general, contra los derechos asegurados en la Constitución de 1988.
Ante nosotros, los grandes vehículos de comunicación espectacularizan el estado policial a partir del Lava Jato, sustentan el impeachment y el golpismo fundamentado en una justicia selectiva y partidaria, además de repercutir en su grande acción antidemocrática el argumento caricatural de “combate a la corrupción”.
Rechazamos el programa “Un Puente para el Futuro” y todas las medidas neoliberales de precarización del trabajo, privatización y desvalorización del Sistema Único de Salud (SUS) y del sistema de educación. Del mismo modo, consideramos enteramente inaceptable lo que se viene denominando por “Escuela sin Partido”, que se podría traducir como “Escuela a favor de un Partido Conservador y Antidemocrático”, por consecuencia, con aparato ideológico y con crecientes iniciativas de reducciones de la libertad de pensamiento de estudiantes y docentes en la educación básica y superior. En la misma dirección, seguimos denunciando violaciones sistemáticas a los derechos humanos fundamentales de las poblaciones indígenas y tradicionales, especialmente en resultado de emprendimientos desarrollistas de la infraestructura y del agronegocio, de modo coordinado a una ofensiva legislativa para la supresión de los derechos constitucionales en beneficio de empresarios del agronegocio, simultáneamente vivenciando la desvalorización de importantes políticas culturales que promuevan la diversidad.
De manera explícita, un grupo político que personifica el parlamento más conservador desde la dictadura solo puede conformar un gobierno a su imagen y semejanza, lo que reafirma la necesidad de una reforma política y totalmente popular. Los primeros anuncios de este gobierno ilegitimo representan nuevos golpes sucesivos, tales como la extinción o reducción de políticas y órganos de derechos humanos, sociales y culturales, de enfrentamiento al racismo, de desconcentración de la renta, de desprecio por las políticas de promoción de la igualdad racial, de suspensión o corte en programas de vivienda popular, bien como de la revisión de derechos conquistados como los procesos de demarcaciones de tierras indígenas ya reconocidas y homologadas y de la alteración de legislación perteneciente a estos procesos.
Si veníamos criticando el gobierno de Dilma Rousseff y PT por desviarse del programa de gobierno electo, es inadmisible que continuemos con un gobierno que va en dirección opuesta al referido programa, inclusive, aliándose política e ideológicamente a los grupos derrotados por el voto popular en las últimas elecciones presidenciales.
Entendemos que es hora de movilización. ¡Ningún derecho a menos. Luchar siempre, Temer jamás!


MANIFESTAÇÃO COLETIVA DOS DOCENTES DO PROGRAMA DE ANTROPOLOGIA DA UFPR

Diante do cenário político atual que abre sérios e continuados questionamentos à legitimidade do presente governo interino, o corpo docente e discente do PPGA/UFPR repudia qualquer tipo de aliciamento ilegítimo das instituições político-jurídicas atualmente em curso.

A presente carta do PPGA/UFPR se une à manifestação de nossos estudantes, bem como aos diversos manifestos já divulgados por outras unidades de universidades federais e estaduais em defesa dos direitos assegurados pela nossa Constituição, pela salvaguarda dos direitos democráticos conquistados e pelo avanço das políticas de apoio aos setores sociais mais desfavorecidos com objetivo de alcançar uma sociedade mais justa para todos. Cabe a todos os cidadãos velar permanentemente pela garantia e permanência desses direitos e exigir o seu devido cumprimento. Resulta inaceitável o atual desvirtuamento desses princípios e o perigo evidente do presente cenário político criado pela irresponsabilidade manifesta de muitos de nossos mandatários, lamentavelmente ainda em exercício pela lentidão e/ou inaptidão das instituições jurídicas vigentes. Consideramos ainda que a legitimidade das mudanças na estrutura, orientação e financiamento das políticas públicas federais realizadas pelo governo interino é altamente questionável, pois estas colocam em prática um plano de governo que não passou pelo crivo das urnas. Manifestamo-nos contra a supressão de direitos e contra a atual política de exclusão social materializada pela Medida Provisória 726/2016 que estabeleceu, entre outras  coisas, a extinção do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, bem como a supressão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação “transformado”, agora, em um Ministério único junto com o de “Comunicações”. Essa mesma Medida Provisória dispôs, também, a extinção do Ministério da Cultura, o que provocou o imediato repúdio de setores da sociedade civil e de importantes intelectuais e cientistas. A mobilização desses setores democráticos da sociedade fez com que o governo interino voltasse atrás e desistisse da extinção desse Ministério através da MP 728/2016.

Somos conscientes de que amplos setores da sociedade brasileira permanecem vigilantes e não abrirão mão da defesa desses direitos. Por esses motivos, consideramos urgente nos somarmos a iniciativas em curso para criar um espaço de ampla informação, debate e mobilização democrática perante a atual conjuntura, convocando a participar ativamente desse debate discentes, docentes, funcionários técnico-administrativos e a comunidade em geral. Em breve divulgaremos um calendário de atividades discente e docente visando a defesa das pautas da laicidade do Estado, da educação, ciência e tecnologia, da cultura, do direito de expressão e informação, da saúde, da igualdade de gênero, dos direitos indígenas, dos quilombolas, dos direitos étnico-raciais e direitos humanos em geral, atualmente comprometidos por ações que visam criminalizá-los e desmantelá-los. Também manifestamos o nosso apoio à Semana de Mobilização “Antropologia resiste” promovida pelos alunos do PPGA – iniciada hoje, 13/06/13 – cuja programação inclui uma série de eventos acadêmicos e de reflexão política sobre questões de gênero e violência, direitos humanos, políticas culturais e sociedades indígenas.

Curitiba, 13 de junho de 2016.


Semana de Paralisação e Mobilização

Clique aqui para conferir a programação da mobilização realizada pelos alunos do PPGA durante a semana de paralisação.

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